Pós-Graduação em Engenharia Ambiental
  • Publicado em 27/01/2023 às 11:45 11Fri, 27 Jan 2023 11:45:29 +000029.


  • Professores do GESAD & RReSSA / ENS & PPGEA realizam missão de trabalho no exterior

    Publicado em 31/03/2025 às 13:31 01Mon, 31 Mar 2025 13:31:38 +000038.

    Entre os dias 24/03 a 27/03 de 2025 os Professores do PPGEA Pablo Sezerino & Maria Magri, representando GESAD & RRESSA, ambos pertencentes ao ENS, o estiveram em missão de trabalho na cidade de Girona/Espanha com objetivo de participar da 4ª reunião do Projeto MULTISOURCE – “ModULar Tools for Integrating enhanced natural treatment SOlutions into Urban wateR CyclEs”, e do evento “Water Market Europe”.
    As atividades desenvolvidas relacionam-se às pesquisas desenvolvidas dentro do escopo das Soluções Baseadas na Natureza para o tratamento de águas residuárias, em consonância com as ações desenvolvidas no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Soluções Baseadas na Natureza – INCT-SbN.


  • GESAD E RReSSa realizam o 3º Workshop Multisource & INCT SbN: Soluções baseadas na Natureza (SbN) empregadas na gestão das águas urbanas.

    Publicado em 28/03/2025 às 10:30 10Fri, 28 Mar 2025 10:30:27 +000027.

    Nos dias 11 e 13 de março ocorreu o 3º Workshop Multisource & INCT SbN / UFSC-GESAD-RReSSa, realizado na UFSC, em Florianópolis (SC).
    Este workshop é resultado da parceria estabelecida no projeto de pesquisa “Sistemas Naturais Aprimorados de Saneamento Aplicados ao Ciclo Urbano da Água” (financiado pela FAPESC 2021TR750) conduzido pelos grupos GESAD e RReSSa da UFSC, com o projeto MULTISOURCE “ModULar Tools for Integrating enhanced natural treatment Solutions in Urban water CyclEs'”, coordenado pelo INRAE/França (financiado pela União Europeia no âmbito do Horizonte 2020).
    Foram dois dias intensos de aprendizados, conexões e trocas de experiências, com reflexões profundas sobre como tornar as cidades mais resilientes e sustentáveis por meio das Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Além de discutirmos os benefícios e as abordagens inovadoras, também refletimos sobre os principais desafios que ainda precisam ser enfrentados, como:
    ⚖ Alinhamento entre políticas públicas e regulação;

    🤝 Fortalecimento da colaboração entre diferentes atores — pesquisadores, poder público, setor privado e sociedade civil.
    O evento contou com a presença de stakeholders de Santa Catarina e outros estados do país, além de pesquisadores da França, Áustria, Alemanha, Espanha e Itália, enriquecendo ainda mais as discussões e promovendo uma troca de experiências internacional.

    🔎 Como encerramento do Workshop, realizamos, no terceiro dia, uma visita técnica a três sistemas de wetlands construídos, que são verdadeiros cases de sucesso, proporcionando um aprendizado prático extremamente rico e inspirador!
    Que sigamos avançando juntos por cidades mais resilientes, inclusivas e integradas com a natureza! Gratidão por todos que participaram e ajudaram a construir esse evento maravilhoso🌿💧


  • Pesquisa da UFSC mostra que plástico PET intoxica microcrustáceo na base da cadeia alimentar.

    Publicado em 13/03/2025 às 12:18 12Thu, 13 Mar 2025 12:18:58 +000058.


    Estudo foi realizado no Laboratório de Toxicologia Ambiental (Labtox). Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

    Um estudo conduzido no Laboratório de Toxicologia Ambiental (Labtox) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que o descarte inadequado de garrafas PET pode causar uma série de efeitos tóxicos em um pequeno crustáceo de água doce, a dáfnia. Por meio de testes em laboratório, os pesquisadores mostraram que a degradação do PET na água causa danos em células e mitocôndrias e afeta a reprodução, a alimentação e a locomoção desses animais, que estão na base da cadeia alimentar. Os resultados foram publicados na revista científica internacional Science of The Total Environment e fizeram parte da pesquisa de doutorado de Bianca Vicente Costa Oscar, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental.

    “Pela literatura, a gente já sabe que os materiais plásticos, quando são liberados na água, sofrem fragmentação e liberam compostos químicos. Só que até que ponto essa fragmentação, cada vez em pedaços menores, interfere no organismo dos animais? E até que ponto esses compostos que o PET libera interferem também na vida do animal?”, questiona Bianca.

    O animal escolhido para os testes foi a dáfnia (mais especificamente a espécie Daphnia magna)um microcrustáceo que pode chegar a cinco milímetros de comprimento. Elas vivem em água doce e se alimentam de partículas finas de matéria orgânica em suspensão, incluindo leveduras, bactérias e microalgas. Por outro lado, servem de alimento a peixes e diversos outros animais aquáticos. Então, qualquer impacto na população de dáfnias pode desequilibrar toda a cadeia alimentar. 

    “Por conta dessa importância ecológica, no mundo todo, em qualquer laboratório que trabalha com ecotoxicologia, a dáfnia é utilizada como um excelente modelo ecotoxicológico”, afirma o professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental William Gerson Matias, coordenador do Labtox e orientador de Bianca no doutorado.

    Microcrustáceo Daphnia magna pode
    chegar a cinco milímetros de comprimento.
    Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

    Degradação e contaminação

    Para simular o que acontece com plásticos PET jogados na água, os cientistas cortaram uma garrafa de refrigerante em vários pedaços, que foram colocados em um recipiente com água e expostos, por 24 horas, a uma lâmpada que simula a radiação solar. Os experimentos, que utilizaram também a estrutura multiusuários da UFSC, principalmente o Laboratório Central de Microscopia Eletrônica (LCME), comprovaram que, quando exposto ao sol, o PET libera uma série de compostos químicos na água, com destaque para o antimônio. Tóxico se ingerido ou inalado, o antimônio é um elemento químico amplamente utilizado nas garrafas PET – além de acelerar o processo de fabricação, ele também funciona como retardador de chamas.

    Imagens feitas em microscópio demonstram fotodegradação do plástico
    PET. A primeira, às 0h, mostra a estrutura do plástico antes de ser degradado. A última mostra como

    ficou a estrutura após 24 horas de exposição à água e à luz

    Desde sua criação, em 1997, o Labtox desenvolve pesquisas com contaminantes emergentes – aqueles que não têm ainda uma regulação e que não costumam ser monitorados ou eliminados pelos processos tradicionais de tratamento de água. No início, o foco eram as toxinas marinhas que afetam a maricultura, mas os trabalhos foram se diversificando com o tempo.

    Em 2010, tiveram início os estudos com nanopartículas metálicas, em cooperação com a Universidade do Quebec em Montreal (UQAM). “Isso nos possibilitou durante muitos anos colaborar com o processo de regulação dessas novas tecnologias”, afirma William.

    William Gerson Matias é professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental e coordenador do Labtox. Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC

    “Na minha opinião, esse é um dos melhores papers [artigos científicos] desenvolvido dentro da nossa equipe. Um paper com resultados importantes, porque aborda um processo de degradação de um elemento tão utilizado pela gente, que é o PET. E esse produto de degradação influencia as vidas que têm contato com ele”, enfatiza o professor William.

    Atualmente, o grupo se dedica a estudar a toxicidade de contaminantes diversos, incluindo plásticos, medicamentos, agrotóxicos, protetor solar e drogas ilícitas. Procura entender, também, o que acontece quando esses diferentes contaminantes se misturam – afinal, nenhum deles está sozinho no ambiente. A ideia é que os estudos apoiem iniciativas de regulação e ajudem a estabelecer os limites seguros dessas substâncias.

    As atividades devem ganhar força com a criação do Instituto Multidisciplinar de Apoio à Regulação de Contaminantes Emergentes (Imarce). Proposto pelo Labtox e aprovado pela Câmara de Pesquisa da UFSC em 2024, o instituto conta com o apoio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e da UQAM.

    “Todas essas instituições fazem parte desse contexto para induzir um processo de regulação. Como é realizada a regulação? Ela é realizada com as pesquisas desenvolvidas pelos laboratórios do mundo, e, quando há necessidade, um grupo se reúne e pega o que está publicado para tentar estabelecer os limites confiáveis. O instituto está aqui para catalisar esse processo”, ressalta o professor.

    Camila Raposo | camila.raposo@ufsc.br

    Agência de Comunicação | UFSC

    Tags: CTClabtoxLCMEPrograma de Pós-Graduação em Engenharia AmbientalToxicologiaUFSCUniversidade Federal de Santa Catarina