Apresentação e histórico

Histórico do PPGEA

Origens

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) integra o Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Sua história começa na graduação em Engenharia Sanitária, implantada na UFSC em 1978.

O curso nasceu das políticas públicas de saneamento da época, em especial do Plano Nacional de Saneamento (PLANASA), que passou a operar de forma efetiva em 1971, com recursos para a criação de companhias estaduais de saneamento. Um estudo do plano identificou a necessidade de formar cerca de seis mil engenheiros sanitaristas para atender ao país. Para descentralizar essa formação, o Governo Federal determinou a criação de cinco cursos de Engenharia Sanitária, um por região. A UFSC foi responsável pelo curso da região Sul. Entre os demais estão os da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.

Em 1978, a UFSC instituiu a Coordenadoria de Engenharia Sanitária, inicialmente vinculada ao Departamento de Engenharia Civil. O curso admitia 40 estudantes por ano, número ampliado para 80 vagas em 1995. A primeira turma de engenheiros sanitaristas da UFSC se formou em 1982.

Em 23 de abril de 1986, foi criado o Departamento de Engenharia Sanitária. Na década de 1990, no contexto da Conferência do Rio (Rio-92) e da crescente incorporação de conceitos do programa “O Homem e a Biosfera” (MaB), da UNESCO, sobre a relação entre sociedade e ambiente, a degradação ambiental, a conservação da natureza e o desenvolvimento sustentável, vários cursos de Engenharia Sanitária do país iniciaram reformas curriculares para incorporar a dimensão ambiental, entre eles os da UFBA (1994), da UFSC (1997) e da UFMT (1997). Na UFSC, o Departamento passou a se denominar Engenharia Sanitária e Ambiental (ENS) em 1996. O curso tornou-se Engenharia Sanitária-Ambiental em 1997 e, desde 2004, Engenharia Sanitária e Ambiental.

A graduação é reconhecida em publicações especializadas em avaliação acadêmica como referência em sua área, e essa base de formação sustentou a criação do Programa de Pós-Graduação.

Criação do Programa

Em 1986, o Departamento lançou um plano intensivo de capacitação de seus docentes para enfrentar as questões ambientais regionais. Desse processo surgiu a proposta de criar um programa de pós-graduação, a partir da convicção de que “toda a produção de conhecimento sobre o ambiente deve procurar estar associada à formação de recursos humanos e a um esforço de divulgação de informação à sociedade”.

Três funções passaram a orientar o projeto: produção de conhecimento, formação de recursos humanos e divulgação de informação à sociedade. Com base nesses princípios, o PPGEA foi criado em 1994, com o curso de Mestrado. A primeira defesa de dissertação ocorreu em 1996.

Doutorado e consolidação

O Doutorado foi implantado em 2000, com nove linhas de pesquisa: Gestão Ambiental nas Organizações; Gestão dos Recursos Hídricos; Hidrodinâmica e Ecologia dos Sistemas Marinhos Costeiros; Hidrologia e Hidráulica Aplicada; Poluição Atmosférica; Remediação de Solos e Águas Subterrâneas; Resíduos Sólidos Urbanos, Industriais e Agrícolas; Toxicologia Ambiental; e Tratamento de Águas e Efluentes Domésticos, Industriais e Agrícolas. Com ele, o Programa completou o ciclo de formação de pesquisadores. A primeira defesa de tese ocorreu em 2005.

Com a consolidação do corpo docente e a evolução das demandas científicas, a estrutura de pesquisa foi reorganizada em cinco linhas, em torno de eixos temáticos mais amplos:

Governança, Gestão e Avaliação de Impacto Ambiental
Hidrologia, Hidrodinâmica e Recursos Hídricos

Tratamento de Águas, Hidráulica Aplicada e Sistemas de Água e Esgotos

Tratamento de Efluentes e Recuperação de Recursos

Meio Ambiente, Gestão da Poluição e Toxicologia Ambiental.

A formação continuada de doutores segue o mesmo ritmo. Em 2015, o Programa registrou sua 100ª tese de doutorado, e em 2026 a 200ª, marcos que refletem a maturidade e a regularidade de sua produção acadêmica.

Excelência reconhecida

O PPGEA gera conhecimento sobre questões ambientais locais e regionais, articuladas ao contexto global, e forma profissionais capazes de tratá-las de forma integrada. Esse trabalho se apoia em grupos de pesquisa consolidados, projetos nacionais e internacionais, colaboração com grupos de pesquisa de outros países e publicações de alto impacto.

Esse conjunto foi reconhecido com a nota 7 da CAPES, conceito máximo da avaliação quadrienal 2021-2024, cujo resultado foi divulgado em 2025. A nota classifica o Programa como de excelência nacional e internacional e é resultado do trabalho coletivo de docentes, discentes e técnicos, orientado à inovação e à geração de impactos científicos, tecnológicos, ambientais, econômicos e sociais.

A nota 7 também representa um compromisso permanente com a melhoria contínua e com a contribuição da ciência para uma sociedade mais sustentável.

Nossa trajetória

Ano Marco
1971 PLANASA passa a operar com recursos para as companhias estaduais de saneamento
1978 Implantação do curso de Engenharia Sanitária, um dos cinco cursos pioneiros do país (um por região), e criação da Coordenadoria de Engenharia Sanitária, vinculada ao Departamento de Engenharia Civil
1982 Formatura da primeira turma de engenheiros sanitaristas
1986 Criação do Departamento de Engenharia Sanitária (23 de abril) e lançamento do plano de capacitação docente
1994 Criação do PPGEA (Mestrado)
1995 Ampliação do curso de graduação para 80 vagas anuais
1996 Primeira defesa de mestrado; Departamento passa a se denominar Engenharia Sanitária e Ambiental
1997 Curso de graduação passa a se denominar Engenharia Sanitária-Ambiental
2000 Implantação do Doutorado
2004 Denominação atual do curso: Engenharia Sanitária e Ambiental
2005 Primeira defesa de doutorado
2015 100ª tese de doutorado
2025 Nota 7 da CAPES (avaliação quadrienal 2021-2024)
2026 200ª tese de doutorado